| DJ_SERGIO |
O RIO DE JANEIRO CONTINUA LOUCO
Por Fernanda Young (redatora do programa "Os Normais" )
Estive dois dias no Rio e, chegando de volta a São Paulo, isso me fez pensar. O fato é que não consigo ir ao Rio sem retornar contundida, resfriada, ressacada. Mas a sensação é sempre de que valeu a pena, porque lá você se diverte, e se diverte muito, mesmo que não seja essa a sua intenção.
O divertimento persegue você pelas ruas cariocas, e não há como se esconder dele. Porque não existe cidade no mundo com tanta alegria de viver por metro quadrado. No Rio, você sai para comprar um cigarro e na esquina, subitamente o cigarro se transforma num chope, subitamente a esquina se transforma numa pizzaria no Leblon, e quando você se da conta está contando confidências para uma pessoa que você nunca tinha visto antes, com a bolsa cheia de números de telefone. É mesmo os cariocas dizem que São Paulo tem muito mais opções de divertimento. Ok, aqui o número de lugares para se ir impressiona, a quantidade de gente que freqüenta a noite também , mas a questão é que, no Rio, não é necessário ser de noite nem se estar em algum "lugar" para se divertir. O perigo pode estar em qualquer calçada, banca de jornal ou farmácia basta você encontrar um conhecido que outro já aparece, e daqui a pouco alguém vem com a idéia de se tomar alguma coisa logo ali; e a próxima vez que você olha no relógio já são quatro da manhã e você está num galpão dançando funk. Comigo, pelo menos, é sempre assim: vou a trabalho e o trabalho já é uma curtição, pois a reunião de negócios tem vista para o mar.
Depois sempre tem alguma festinha já que, no Rio, basta alguém levar uma bebida e ligar o rádio para se ter uma festinha. E, como há o hábito de cada um levar a sua garrafa, todo mundo acaba se esbaldando junto. Na hipótese bastante provável da festinha virar festa porque um chama o outro e o outro sempre chama mais um prepare-se para atingir índices inéditos de divertimento. Porque, no Rio, uma festa só acaba quando dá policia.. Sendo que a música só abaixa mesmo quando o aniversariante, no Rio sempre tem um aniversariante para justificar a algazarra, é quase levado em cana. Sou do Rio, moro em São Paulo, e amo São Paulo. Mas, desculpem-me, os paulistas tem muito o que aprender com os cariocas em matéria de divertimento. No Rio, não tem VIP nem famoso, não tem "in" nem "out", não tem cafonas nem bem-vestidos. Lá, está todo mundo igual, nu nas praias, seminu ao redor delas. Sem pudor de se divertir e sem vergonha de se exceder.
Os cariocas sabem pagar mico com categoria.
Porque todo mundo é da malandragem.
O Rio de janeiro já é bom assim, imaginem agora se o funk fosse substituido pelo TRANCE ?:eyespop:
Is ficar além da perfeiçao:happy2:
Abraços |
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